Granola Crua

Viva, crocante e vibrante! Uma maravilhosa opção para um pequeno-almoço delicioso, saudável e mega nutritivo!

Frequentemente me perguntam por ideias para pequenos-almoços “alternativos” e saudáveis. Esta granola é a minha opção favorita para a primeira refeição do dia!

No meu percurso pela Alimentação Viva experimentei várias opções para o “desjejum” (1ª refeição depois do jejum nocturno). Desde variadíssimos sumos verdes e arco-iris a frutas inteiras, passando por pequenos-almoços mais “completos” – que, desde uma perspectiva higienista, devem ser tomados tardiamente, não antes das 10h / 11h da manhã, zelando o processo depurativo em que o nosso organismo se encontra pela manhã.

De entre esses pequenos-almoços mais “completos”, a granola viva de sarraceno conquistou-me pela variedade de texturas, potência nutritiva/energética, leveza digestiva e facilidade na preparação, transformando-se no meu predilecto e eterno pequeno-almoço crudi!

Aprendi a receita numa das aulas maravilhosas do curso do “Espiritual Chef” de Rawfood Intensivo, quando vivia em Barcelona. No entanto, a dica não veio dele, mas de uma aluna. Uma mulher jovem, com pouco mais de 30 anos, que tinha passado por um processo de doença cancerígena e que por esse motivo praticava então uma alimentação 100% crua e antinflamatória. Ela levava num tuperwere de vidro uma mistura de sarraceno activado, juntamente com algumas outras sementes activadas, maçã, curcuma em pó, pimenta preta e adoçado com stevia pura.

No meu afã por experimentar tudo o que tivesse aqueles superpoderes detoxificantes, fiz a Granola Viva (assim lhe chamo eu agora) em casa e adorei!!!

Entretanto, fui criando algumas variantes, procurando manter as suas características essênciais. E hoje foi assim:

coloquei sarraceno, sementes de linhaça e amêndoas activadas (técnica recorrente na Alimentação Viva que consiste, basicamente, em hidratar as sementes tornando-as mega-nutritivas e muito mais digestivas), stevia verde em pó, sultanas, spirulina*, um fiozinho de azeite virgem bio e romã do nosso pomar. Podes variar os frutos secos e as sementes oleaginosas (escolhe os que sejam mais locais), a fruta (não mistures muitas e procura não juntar frutas doces com ácidas) e outros condimentos. Eu vou variando entre canela, curcuma, spirulina, maçã, pêra, sementes de girassol, sementes de abóbora, avelãs, nozes, etc.

E eis um super pequeno-almoço, híper/mega saudável, nutritivo, lindo e delicioso, que te dará energia para horas “a fio”!

Se queres saber mais sobre os benefícios da Alimentação Viva e aprender a activar/germinar sementes, integrando-as em outras maravilhosas receitas, não percas o workshop de Activação e Germinação de Sementes já este domingo.

*escolhe spirulinas artesanais e de produção nacional. São muito mais ricas em nutrientes, mais sustentáveis e estás a apoiar uma economia local e consciente. Eu adoro a spirulina dos Açores e toda a equipa 5esentia!

Ressignificando a Nutrição

A nutrição é a disciplina que se encarrega de estudar o efeito dos alimentos no nosso corpo, com o objectivo de nos ajudar a suprir carências e a manter a saúde. Ela identificou nutrientes, analisou os seus papéis biológicos e as necessidades dietéticas humanas, no entanto, enquanto ciência, excluiu uma visão holística do alimento, normalizando-se o desconhecimento sobre de onde vem, como se obtém e quanto isso repercute na sua qualidade biológica e energética.

A nutrição evoluiu intensamente como ciência ao longo do século passado, num caminho aliado aos progressos da indústria alimentar, farmacêutica e ortomolecular,  desenvolvendo um programa reducionista dos alimentos, limitado à quantificação e separação de nutrientes e calorias.

Criou-se assim uma apetência por alimentos transformados, fortificados e por suplementos vitamínicos. Onde pouco ou nada contam a vitalidade, os agrotóxicos utilizados, a distâncias percorridas, o tempo de armazenamento… Basta que a embalagem mencione que tem fibra, que tem proteínas, que tem antioxidantes e que é baixo em calorias para “ficarmos” satisfeitos!

Sabemos ainda tão pouco… ou desaprendemos? Descurámos observar, cheirar os alimentos; saber quem os produz, como são produzidos, se respeitam as leis naturais, que energia integraram…

No entanto, a própria ciência também nos ajuda a reencontrar esse caminho… E graças aos avanços tecnológicos podemos hoje confirmar que os alimentos frescos e biológicos têm mais nutrientes. Podemos até medir a sua vibração através de máquinas kirlian que nos mostram a quantidade de luz presente nos alimentos. E sabemos também que o sofrimento vivido por animais de consumo fica registado nas suas células, tem uma informação química e ela passa para o organismo que a ingere.

Aliando ciência, intuição e sentido comum, trabalho com uma nutrição que não recusa os contributos da ciência sobre a bioquímica dos alimentos, mas integra aspectos relacionados com a energia/vibração dos mesmos e portanto privilegia aqueles que são locais, orgânicos e vegetais, para uma nutrição íntegra, que sana e equilibra, que beneficia amplamente todo o nosso ser, promovendo uma cura efectiva e multidimensional. Uma nutrição para o corpo e a alma (nossos e do planeta).

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O que é a Naturopatia?

É a Medicina Natural de “todos os tempos”! Que utiliza os elementos naturais – plantas, alimentos, água, sol, terra, ar – para o tratamento e prevenção de doenças, com uma abordagem holística do indivíduo.

A medicina era una durante séculos e milénios, ou seja, era toda ela “naturista”, com variantes geográficas e culturais, mas sempre tinha por base aqueles elementos, bem como uma visão holística do ser humano. Hoje, no “mundo ocidental”, destinguimos essa medicina natural, actualmente denominada de “Naturopatia”, da medicina “convencional” ou alopática, que se caracteriza pelo tratamento baseado no sintoma, que recorre a medicamentos químicos de síntese e que centra a sua atenção na luta contra a doença, de uma forma mecânica e isolada, seguindo os critérios da industria farmacêutica.

Acompanhando a evolução dos tempos, a Naturopatia foi-se adaptando e integrando várias ferramentas e modalidades terapêuticas, sendo hoje uma medicina com grande êxito na prevenção e tratamento de variados problemas de saúde, sejam eles agudos ou crónicos. Os tratamentos naturais utilizados em naturopatia actualmente podem incluir: fitoterapia, aromaterapia, dietoterapia, suplementação ortomolecular, homeopatia, oligoterapia, banhos de floresta, hidroterapia, enemas, acupuntura, massagem, etc.

Existe um conjunto de regras – os fundamentos da Naturopatia – que devem estar sempre presentes no trabalho de qualquer naturopata, os quais deveriam ser também a base do trabalho de qualquer médico e terapeuta:

  • actuar sobre as causas da enfermidade – o propósito principal não é suprimir o sintoma, mas ir ao encontro da origem da doença;
  • tratar a pessoa de forma holística, isto é, na sua totalidade – a naturopatia não se centra na doença, mas no indivíduo, em relação com um ambiente, emoções, hábitos, alimentação, etc. Onde cada sintoma, cada órgão, cada emoção faz parte de um todo e não pode ser analisado isoladamente;
  • promover a prevenção e estimular a auto-cura inata a todos os seres, através de ferramentas que vão naturalmente fortalecer o organismo fomentando a saúde – é a “Vis Naturae Medicatrix” (via da cura natural);
  • ensinar a desenvolver uma alimentação e estilo de vida saudáveis;
  • “primum non nocere” – utilizar tratamentos naturais, não tóxicos e o menos invasivos possíveis.

Para ser naturopata estudei anatomia, fisiologia, bioquimica, nutrição, fitoterapia entre outras ciências/terapias… Ou seja, tenho um profundo conhecimento sobre o funcionamento do corpo humano e sobre diferentes técnicas de cura, o que me auxilia nesta missão de te orientar no tratamento e prevenção de doenças, respeitando as leis da Natureza e do teu organismo.

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